Back in Black“, o cultuado sétimo álbum de estúdio dos australianos do AC/DC, lançado em 1980 pela Atlantic Records e gravado a partir de um estúdio nas Bahamas, é sem dúvida um dos grandes marcos de toda a história da música.

Tratando – se de um álbum quase póstumo, a partir da morte do vocalista Bon Scott, se tornou o disco mais vendido de hard rock de todos os tempos com um novo vocalista, Brian Johnson, apenas cinco meses depois. Cinquenta milhões de vendas e contando, “Back in Black” é um dos figurões do rock.

Porém, nas gravações do álbum, nem tudo foram flores. Abaixo listamos 10 curiosidades que marcaram a trajetória do trabalho até seus momentos de glória:

1. A gravação quase parou: decidindo gravar o álbum em um estúdio nas Bahamas para se beneficiar dos benefícios fiscais, quase tudo deu errado quando tempestades tropicais afetaram o estúdio, em Nassau, causando cortes regulares de energia. O clima é referenciado na letras de Brian Johnson para “Hell’s Bells”: “Sou um trovão motorizado, que cai na chuva… eu estou chegando como um furacão… meus relâmpagos clareiam pelos céus… você é muito jovem, mas vai morrer”.

2 . A natureza tentou ser a estrela: quando não estavam tentando evitar que caranguejos entrassem na sala de gravação da praia, eles eram atormentados por aves. Ao tentar gravar o famoso som dos sinos em uma igreja próxima, o registro foi arruinado por um bando de pássaros que voavam a cada vez que o sino badalava.

3. Eles tiveram que construir seu próprio sino: no final, a banda recorreu ao seu plano original em ter seu próprio sino feito para a gravação. O sino de duas toneladas ficou perfeitamente sintonizado, e mais tarde se tornou um dispositivo elétrico nos shows ao vivo da banda.

4. Nunca foi Top 1 nos Estados Unidos: apesar de vender um número monumental de cópias e ficar na Billboard Hot 100 por 131 semanas desde seu lançamento, o álbum nunca chegou a ser o número um. Em vez disso, cada vez que ele era reeditado, ele atingia o pico na Posição Quatro.

5. Poderia ter sido um pouco mais “negro”: o plano original para o álbum era ter o logotipo virado para trás como um sinal de luto pela morte de Bon Scott. Sua gravadora, no entanto, opôs mudanças e um acordo foi feito em que o logotipo do AC/DC apenas foi delimitado em cinza.

HOLLYWOOD - CIRCA 1977: Singer Bon Scott, who died in early 1980, belts out a number circa 1977 in Hollywood, California. Rhythm guitarist Malcolm Young can be seen in the background. (Photo by Michael Ochs Archives/Getty Images)
Bon Scott em Hollywood, 1977. Foto: Michael Ochs/Getty Images

6. É um padrão da indústria sonora: a melodia de “Back In Black” é tão perfeita que o Motörhead cogitou usar a faixa para ajustar seus sistemas de som e vários estúdios em Nashville (EUA) também quase a usaram como meio de verificar a acústica da sala.

7. O riff era muito velho: Angus Young costumava tocar o riff de “Back In Black” como uma melodia de aquecimento nos anos que antecederam a gravação do álbum.

8. Ele inspirou o Nirvana: quando Kurt Cobain recebeu sua primeira guitarra aos 14 anos de idade, a primeira música que ele aprendeu a tocar foi “Back In Black“.

9. Strip: You Shook Me All Night Long” foi nomeada uma das faixas mais tocadas em clubes de strip americanos. O ritmo e a letra soam bem no pole – dance.

10. Ele salvou a vida de um piloto de helicóptero: após a batalha de Mogadishu na Somália, em 1993, o piloto de helicóptero abatido Michael Durant foi capturado pelo inimigo e barbaramente espancado. Seus compatriotas sabia que o AC/DC eram sua banda favorita, então eles anexaram alto – falantes em seus helicópteros e assim sobrevoaram os telhados da cidade ao som de “Hell’s Bells”. Apesar do soldado ter suas pernas quebradas, isso deu forças para Durant rastejar e acenar com sua camisa até uma janela para o salvamento.